Quando a insônia resolve me esquecer.
E a cama clama pela minha presença
Posso fazer de conta que nada sinto.
A dor aparece embora tênue.
Dói a carne, a alma e a mente.
Corroe as entranhas da minha consciente culpa.
Cuspa, tussa, diga trintaetrês.
Ah, afável brisa matinal!
Tangível acalento.
Jaz, se foi a noite.
A dor amanhece com o cantar do pássaro.
Desperta no primeiro movimento das pálpebras.
Bocejo mudo, um grito agudo ecoa.
18 Março 2006
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