Não era a escuridão que incomodava muita menos a humidade da solitária. De certo modo ele aprendeu a dominar essas coisas no seu processo de adaptação nato.
O que realmente tirava sua concentração era aquele desgraçado carcereiro que lhe trazia as refeições!
Seus passos marcados surgiam no início do corredor e logo eram abafados pelo assobiar daquela infame música e ao chagar em frente a sua cela ele sempre dizia:
-Don´t worry, be happy!
29 Março 2006
18 Março 2006
Eu, eu mesmo e mesmo eu!
Quando a insônia resolve me esquecer.
E a cama clama pela minha presença
Posso fazer de conta que nada sinto.
A dor aparece embora tênue.
Dói a carne, a alma e a mente.
Corroe as entranhas da minha consciente culpa.
Cuspa, tussa, diga trintaetrês.
Ah, afável brisa matinal!
Tangível acalento.
Jaz, se foi a noite.
A dor amanhece com o cantar do pássaro.
Desperta no primeiro movimento das pálpebras.
Bocejo mudo, um grito agudo ecoa.
E a cama clama pela minha presença
Posso fazer de conta que nada sinto.
A dor aparece embora tênue.
Dói a carne, a alma e a mente.
Corroe as entranhas da minha consciente culpa.
Cuspa, tussa, diga trintaetrês.
Ah, afável brisa matinal!
Tangível acalento.
Jaz, se foi a noite.
A dor amanhece com o cantar do pássaro.
Desperta no primeiro movimento das pálpebras.
Bocejo mudo, um grito agudo ecoa.
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