28 Setembro 2007

Crepúsculos de Outonos Falsos.

Ah sim, o teu sorriso enfadonho!
A tua alegria mambembe e descabida
A tua testa franzida de um contentamento burro!

Não enganas mais, não como outrora enganou!
No compasso do tempo, se esvai seu poder de dissimular.
A cada minuto que avança e te aproxima da morte certa
Tu te enfraqueces.

Apressa-te a descobrir outros meios
Pois essa artimanha sucumbirá
Tão logo o crepúsculo cubra o céu
Com cores radiantes

E quando noite for, corre!
Pois na fria e sutil brisa soturna
O auspicio da verdade chegará
Restara a ti, oh mulher mentirosa!
O gosto amargo das suas lágrimas de tristeza.

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