Crepúsculos de Outonos Falsos.
Ah sim, o teu sorriso enfadonho!
A tua alegria mambembe e descabida
A tua testa franzida de um contentamento burro!
Não enganas mais, não como outrora enganou!
No compasso do tempo, se esvai seu poder de dissimular.
A cada minuto que avança e te aproxima da morte certa
Tu te enfraqueces.
Apressa-te a descobrir outros meios
Pois essa artimanha sucumbirá
Tão logo o crepúsculo cubra o céu
Com cores radiantes
E quando noite for, corre!
Pois na fria e sutil brisa soturna
O auspicio da verdade chegará
Restara a ti, oh mulher mentirosa!
O gosto amargo das suas lágrimas de tristeza.
28 Setembro 2007
10 Setembro 2007
Alone in the dark, ou reflexões numa mesa de bar!
Sozinho não, em paz.
Livre dos seus agonizantes brados de sofrimento por ser tão infeliz na sua vã tentativa de representar um personagem tão perfeito.
Livre das suas verdades criadas e embasadas naquilo tudo que você ouviu e repete em vômitos e escarros pelo caminho que trilha.
Livre de seus olhares de piedade ao ver diante dos seus medos o reflexo da sua carência.
Sozinho não, com meus medos.
Livre para ouvir meu pensamento e minha consciência, sorvendo em goles sufocantes a minha e só minha dor sem ter que compartilhar ou entender a sua.
Livre para sofrer sozinho, bem melhor que apoiar minha dor no seu sorriso idiota e irreal diante do asco de me cumprimentar.
Livre, liberto do incomodo e fugaz ressentimento por calar quando queria gritar as verdades que você tanto pede que eu diga na ilusão de que eu tenha algo a te dizer.
Sozinho não, em Paz.
Livre do seu manco discurso sobre o quanto você precisa demonstrar a sua total felicidade na ocultação da sua tristeza reinante quando a noite cai.
Livre do seu comportamento reduzido, dos seus gestos coordenados e do seu repertório inesgotável de boas histórias.
Livre para pagar a conta e ir embora quando quiser, sem ao menos ter que me despedir com um aceno, um gesto, uma deixa.
Sozinho não, em paz.
Livre do cativeiro solitário que é essa multidão de aleijões afetivos que cercam sua mente e seus pensamentos.
Livre do odioso sentimento de vazio eterno, de inescrupulosas transações emocionais, de ridículas demonstrações de falso afeto.
Livre para sorrir sozinho, livre para ser louco e sóbrio sem precisar de motivação externa.Livre, pois eu me basto.
Sozinho não.
Sozinho nunca.
Só
Em paz.
Livre dos seus agonizantes brados de sofrimento por ser tão infeliz na sua vã tentativa de representar um personagem tão perfeito.
Livre das suas verdades criadas e embasadas naquilo tudo que você ouviu e repete em vômitos e escarros pelo caminho que trilha.
Livre de seus olhares de piedade ao ver diante dos seus medos o reflexo da sua carência.
Sozinho não, com meus medos.
Livre para ouvir meu pensamento e minha consciência, sorvendo em goles sufocantes a minha e só minha dor sem ter que compartilhar ou entender a sua.
Livre para sofrer sozinho, bem melhor que apoiar minha dor no seu sorriso idiota e irreal diante do asco de me cumprimentar.
Livre, liberto do incomodo e fugaz ressentimento por calar quando queria gritar as verdades que você tanto pede que eu diga na ilusão de que eu tenha algo a te dizer.
Sozinho não, em Paz.
Livre do seu manco discurso sobre o quanto você precisa demonstrar a sua total felicidade na ocultação da sua tristeza reinante quando a noite cai.
Livre do seu comportamento reduzido, dos seus gestos coordenados e do seu repertório inesgotável de boas histórias.
Livre para pagar a conta e ir embora quando quiser, sem ao menos ter que me despedir com um aceno, um gesto, uma deixa.
Sozinho não, em paz.
Livre do cativeiro solitário que é essa multidão de aleijões afetivos que cercam sua mente e seus pensamentos.
Livre do odioso sentimento de vazio eterno, de inescrupulosas transações emocionais, de ridículas demonstrações de falso afeto.
Livre para sorrir sozinho, livre para ser louco e sóbrio sem precisar de motivação externa.Livre, pois eu me basto.
Sozinho não.
Sozinho nunca.
Só
Em paz.
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