Essa ânsia me toma de assalto o raciocínio
Me rouba a concentração
Me perturba o parco juízo
Essa vontade de querer
Esse querer descabido e imenso
Vontade de contato justo
De proximidade milimétrica
De estar perto,
Perto não.
Unido, mesclado, fundido.
“À frio, a ferro e fogo, em carne viva”
E ai o mundo, o resto do mundo, o universo e suas infinitas galáxias.
Nada além de coadjuvantes
Fariam o seu papel.
O vento contente por tocar nossos rostos uivaria canções alegres
A chuva sem temer, cairia do mais alto céu, só para por contentamento.
Molhar nossos corpos
E tudo seria nosso.
Nada de ruas. Seriam nossas ruas
Nada de flores. Seriam nossas flores
Nada de jardins. Nossos jardins
De grama acariciada por nossos pés ao serem pisoteadas em nossas danças.
E os pássaros entoariam melodias de frenesi constante
Numa sinfonia sem fim. E a noite teria lua, sempre cheia.
E estrelas em dobro e um céu ainda mais escuro para ser enfeitado pelo brilho delas.
Não, é preciso parar. Sempre há um fim. Uma pausa, uma lacuna.
Isso está em mim. Está em minhas fantasias. Em meus pensamentos organizados e engessados em palavras. Não refletem a verdade.
A imutável realidade crua, nua e de vísceras expostas a quem quiser ver.
É preciso parar. Bater de cara contra a parede imensa da impossibilidade.
Impossível, inviável, inatingível expectativa.
A me corroer a paciência, a calma e o estado normal das faculdades mentais.
Estaria ficando louco? Mas já não sou?
Se quando me deixei levar pelo disparato, de desejar tudo isso, já assinava meu atestado de insanidade, o que temer?
Temer não! Temer nada! Desejar sim! Querer tudo! Querer não mata nem fere ninguém, a não ser a quem quer!
Quero sim, tudo. Tudo o que não é você, que vá às favas!
Você é o tudo, meu tudo. Minha? Não. Ainda e talvez nunca.
E talvez sim e quem sabe um dia!
E quem souber que me conte. Tire-me a tormenta dessa incerteza. Ou talvez não. Prefiro não saber.
Ah, diabos! Que mil raios partam esse sentido vago de razão!
Razão. Consciência. Justiça! É justo que seja assim. Não é aprazível, mas justo!
A razão me toma pela mão e me conduz por um caminho que eu reluto em seguir como criança frente a uma injeção!
Choro, esperneio, mas ela me puxa!
Há um outro caminho muito mais alegre. E é lá que eu quero correr ao seu encontro.
É lá que eu sei que você estará. Sei? Estará a minha espera?
Esperaria esse tempo?
Não cabem perguntas. É meu devaneio. Minha fantasia. Você só entra aqui da forma que eu desejo e eu desejo que esteja. E que juntos, unidos, fundidos, espanquemos a razão até sua morte. E riamos a correr pelas nossas ruas, nossos jardins, nossos caminhos, nosso mundo!
Me rouba a concentração
Me perturba o parco juízo
Essa vontade de querer
Esse querer descabido e imenso
Vontade de contato justo
De proximidade milimétrica
De estar perto,
Perto não.
Unido, mesclado, fundido.
“À frio, a ferro e fogo, em carne viva”
E ai o mundo, o resto do mundo, o universo e suas infinitas galáxias.
Nada além de coadjuvantes
Fariam o seu papel.
O vento contente por tocar nossos rostos uivaria canções alegres
A chuva sem temer, cairia do mais alto céu, só para por contentamento.
Molhar nossos corpos
E tudo seria nosso.
Nada de ruas. Seriam nossas ruas
Nada de flores. Seriam nossas flores
Nada de jardins. Nossos jardins
De grama acariciada por nossos pés ao serem pisoteadas em nossas danças.
E os pássaros entoariam melodias de frenesi constante
Numa sinfonia sem fim. E a noite teria lua, sempre cheia.
E estrelas em dobro e um céu ainda mais escuro para ser enfeitado pelo brilho delas.
Não, é preciso parar. Sempre há um fim. Uma pausa, uma lacuna.
Isso está em mim. Está em minhas fantasias. Em meus pensamentos organizados e engessados em palavras. Não refletem a verdade.
A imutável realidade crua, nua e de vísceras expostas a quem quiser ver.
É preciso parar. Bater de cara contra a parede imensa da impossibilidade.
Impossível, inviável, inatingível expectativa.
A me corroer a paciência, a calma e o estado normal das faculdades mentais.
Estaria ficando louco? Mas já não sou?
Se quando me deixei levar pelo disparato, de desejar tudo isso, já assinava meu atestado de insanidade, o que temer?
Temer não! Temer nada! Desejar sim! Querer tudo! Querer não mata nem fere ninguém, a não ser a quem quer!
Quero sim, tudo. Tudo o que não é você, que vá às favas!
Você é o tudo, meu tudo. Minha? Não. Ainda e talvez nunca.
E talvez sim e quem sabe um dia!
E quem souber que me conte. Tire-me a tormenta dessa incerteza. Ou talvez não. Prefiro não saber.
Ah, diabos! Que mil raios partam esse sentido vago de razão!
Razão. Consciência. Justiça! É justo que seja assim. Não é aprazível, mas justo!
A razão me toma pela mão e me conduz por um caminho que eu reluto em seguir como criança frente a uma injeção!
Choro, esperneio, mas ela me puxa!
Há um outro caminho muito mais alegre. E é lá que eu quero correr ao seu encontro.
É lá que eu sei que você estará. Sei? Estará a minha espera?
Esperaria esse tempo?
Não cabem perguntas. É meu devaneio. Minha fantasia. Você só entra aqui da forma que eu desejo e eu desejo que esteja. E que juntos, unidos, fundidos, espanquemos a razão até sua morte. E riamos a correr pelas nossas ruas, nossos jardins, nossos caminhos, nosso mundo!