08 Abril 2008

Da série: Eu sei o que você será no verão futuro se não mudar de rumo!

Qual a próxima peripécia meu bom rapaz, tu vai aprontar?

Já escreveu seu nome nos confins do mundo.

Já mudou de nome.

Já teve seu cabelo cortado

Seu sapato lavado

Seu segredo revelado.

Nada te contenta alma inquieta?

Nem mesmo a derrota certa.

Comum àqueles que teimam em não ser,

Tentando ser o que não é?

Quantas faces tem seu medo?

Quantas facas?

Quantos dedos?

Quantas faces tem seu dado.

Tem dado certo esse modo errado?

Adora a novidade

Muda a todo instante

Mixórdia de interesses

A cada amor uma nova túnica

A cada desamor uma nova mágoa

Veste-se com a feição do vencedor

Está sempre a um passo atrás.

Um degrau a menos.

Nem assim aprende

Nem na derrota?

Cativas, mas teu abraço fere.

Não aprende?

Não se rende?

Diante dos fatos

Diante dos atos

Insiste em ser aquilo que odeia?

Sufoca.

Absorve

Prende.

Mata.

Sua motivação

Motivo

Ação

É inversa

Ação para um motivo!

Vai cair daí menino!

Vai se machucar.

E chorar a noite inteira.

Com medo dormir.

Por medo de acordar.

E ver que no limiar do novo dia

A dor que a queda causa

Só passa quando não mais lembramos dela.

“...E no rasgar da boca. Nos deram canos, correntes e canivetes.

E no esgoto a procura era incorreta...”*

* Trecho da música Canos, correntes e canivetes.

Anderson Martins e Aborígenes.

1 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom, vc tem talento