Ele veio do fundo do quintal. Seu rosto estava coberto por uma camada espessa de areia e sangue.
Uma faca presa à cintura com o cabo à mostra, sujo com a mesma mistura. Uma pá quase do seu tamanho.
Trazia em sua face um ar de satisfação, como o de um pintor após concluir um quadro que lhe garantiria reconhecimento mundial. A certeza de que estava acabado lhe dava direito a sorrir.
Unhas das mãos repletas de sujeira. Suor pelas têmporas.
Atrás dele, não tão longe, via-se um monte de areia revirada, manchas de sangue.
Dentro do buraco, seu pai. Morto a facadas e ira. Mais ira que facadas. Vinte e cinco ao total. Entre o pescoço e a púbis. Sepultado como um cão sarnento.
Sua mãe olhava assustada e aliviada.
Nove anos e tanta vivacidade. Era realmente assustador.
2 comentários:
freudiano
Bixo... esse negócio de comentar por escrito eh foda, eh melhor tomando umas e dando risada... Me senti lendo um prefácio (só q muito mais bem escrito) dos primeiros arcos de histórias do hellblazer,li os outros tb!!! preciso ir pq o sino tá tocando a minha sina cotidiana aqui de comer!!!!!!! hehehehe fuizzzzzz
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