Eram 11:35 da manhã e ela estava tomando seu banho para aprontar-se para a escola.
Era rotineiro, mas em alguns casos esse banho se transformava numa grande aventura.
É que quando sua mãe não estava em casa, seu irmão mais velho, três anos mais velho pra ser mais preciso, por vezes espiava pela fresta da porta velha que fechava o banheiro.
Ela sentia sua presença e não mostrava surpresa.
Desde a primeira vez que isso aconteceu, ela gostou. Não sentiu raiva por ter sua privacidade invadida. Não sentiu nojo do irmão, tão pouco desejo por ele. Mas sentiu um calor subir as faces e um frio no baixo ventre depois do susto inicial e permitiu que isso acontecesse.
Gostou de saber que alguém, mesmo que esse fosse seu irmão, desejava seu corpo.
Nunca se achou muito bonita, mesmo aos 12 anos, época em que o corpo sofre as mudanças e a rejeição do menino mais bonito da turma, aquele por quem ela era apaixonada, fazia com que ela se achasse cada vez mais feia.
Mas o fato do irmão a observar dava-lhe uma sensação de poder. Fosse quem fosse ali, ela acreditava que seria a mesma coisa. Era seu irmão. E daí?
Depois disso, passou a fazer dessas coisas com os meninos mais velhos da escola. Deixava suas pernas abertas num desleixo proposital a ponto de mostrar suas calcinhas quando eles passavam. Gostava de ver o ar de vergonha nas suas caras.
Eles olhavam e quando ela percebia isso, olhava casualmente para eles que logo viravam o rosto disfarçando o interesse.
Seu irmão também fora vítima dessas traquinagens. Não só as calcinhas à mostra, mas também o busto em blusas ou camisolas bem folgadas.
Ele prostrava-se frente à porta, e curvado observava ela despir-se e ir para baixo do chuveiro.
Ela ficava de costas para a porta, lavando o cabelo e fazia alguns movimentos curvando o corpo esguio para lavar as coxas e canelas.
Volta e meia virava de lado para que ele pudesse ver seus seios quase inexistentes e o pentelhos ralos que lhe cobriam a angelical vagina. Mas nunca ficava de frente.
Ele até tentava disfarçar, mas sua respiração ficava ofegante e ela sabia o que se passava do outro lado da porta. Dava umas esfregadas entre as coxas, fingindo lavar-se, mas era por provocação. Nunca olhava em direção a porta para não afugentá-lo.
Gostava de saber que ele estava ali como um animal irracional e que depois de gozar, como sempre, se trancaria no quarto e ficaria o resto do dia sem falar com ela por culpa ou medo.
Ela não. Ao sentir que ele saia, começava a esfregar cada vez mais rápido a mão ensaboada entre as pernas e pressionava os dedos na pequena vulva até sentir suas pernas tremerem e uma leve vertigem lhe tirar o equilíbrio.
Saia do banho e vestia a roupa, comia o almoço que sua mãe deixava pronto, tomava o ônibus e ia para a escola sofrer com a rejeição do gatinho da turma.
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