Um voil de retalhos de sentimentos e sensações a esconder a janela entreaberta do meu quarto escuro.
Dentro dele, mofo e desejo, medo e delírio, sangue e suor, sêmen e poeira. Paredes brancas como a neve, teias de aranha, grilos, os insetos e ou outros, que guardam-se embaixo da cama vazia e fria.
Mais que um espaço ocupado e bem dimensionado em metros quadrados, poucos metros quadrados, meu quarto é meu sepulcro.
É onde sepulto cada dia.
É também meu jardim de infância. Onde aprendo a manusear, a reconhecer o tato, o paladar.
Meu divã, do consultório do “doutor Travesseiro” que me ouve
Mas voltemos aos retalhos.
Esses que em conjunto, cingidos com a forte linha do descaso, eles formam um longo cortinado. Não diferem
Quem dera fossem feitos de “fuxicos”, seria diferente. Mas são lisos, límpidos.
Cada pedacinho é real. A fúria é real. A dor também.
1 comentários:
Queria muito continuar esse texto, mas não sou tão boa assim!
Cada dia, cada vez mais sua e fã.
;*
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