29 Janeiro 2008

Bungee Jump wire less.

Sábado 26 01 2008. Uneb em transe. Duas bandas, duas gerações de rockers, uma pá de loucuras e drogas. O som, regular. O ambiente, peculiar. A galera, isso é um caso a parte.

Promessa de ônibus até as 00:30 da madrugada, mas como ninguém ta muito a fim de servir roqueiros mesmo, tomamos um calote.(Viação Cidade de Alagoinhas From Hell)Nem ônibus, nem motorista, nem cobrador.

Depois de receber a boa nova de que estávamos fudidos e ilhados naquela faixa de terra cercada de mato por todos os lados decidimos ir andando. Isso mesmo pobres mortais, andando.
Seguimos então.
A lombra ainda dava o ar da graça em flashs. TCH+vinho+nicotina (muita nicotina) e a minha alegria agarrada as minhas mãos, caminhando ao meu lado.

A trupe:
Ecristio,Tesão,Ed,Diego(Gafanhoto/The Flash),o amigo dele( que parece não ter muito apreço pelos dentes)Um cara com uma caixa de isopor, eu e Lady Stardust.

Só nos restava rir da própria desgraça de percorrer aquela distância on foot.
Piadas clássicas. Confabulações sobre jujubas, caranguejos, trajetos idiotas de ônibus, conexões com desenhos animados, quadrinhos, música, livros, mais jujubas, mais caranguejos, tirar fotos, rir das fotos e claro, culpar Ed.

Jujuba gruda no dente que eu ligado!”.
Ed.

“Se um caminhão aparecer agora (estávamos passando sobre uma ponte) o que vai ser de gente fazendo bungee jumpe wire less
Fagner.

“tem gente que diz: As verdes são as melhores”(sobre jujubas)
Ecristio.

“ a guitarra daquele cara parecia que tinha um gato dentro”
Diego(Gafanhoto/The flash)

“ Eu chorei vendo Forest Gump na hora que Buba morreu”
Diego(Gafanhoto/The flash)

“eu também”
Lady Stardust

“ eu chorei vendo a Bruxa de Blair
Diego(Gafanhotop/The Flash)

“espero que no Juízo Final, Deus ponha essa andada como atenuante na contabilidade dos meus pecados!”
Fagner.

Rir nessas horas servia de combustível. A lombra ia diminuindo à medida que a cidade ia se aproximando. Placas e o vapor de mercúrio mostravam que a gente tava cada vez mais perto do centro urbano e da realidade.
Mas ainda restava a piada final. Um louco, mais louco que todos nós, estava parado, sentado, esperando talvez o disco voador-sim ele tinha a maior cara de Raul Seixas-pediu um cigarro aos primeiros do cortejo.Como esses não tinham ou ignoraram o que poderia ser Jesus Cristo disfarçado, eu cedi um dos meus. Sei bem como é ficar sem cigarros esperando um disco voador, senhor Jesus.
Mas não satisfeito, o sósia do Shadu , diretamente saído do Kumbmela, queria continuar um papo.
-Você não sabe a quem deu um cigarro, maluco!
-Não mesmo!
-Eu sou o Maluco da Estrada. Vou estar no Soares.
-Beleza Campeão. Até mais.

O início da Avenida Juraci Magalhães e o Pinto Aguiar, lugar onde o ônibus faz uma volta idiota com 5 paradas idiotas, segundo Écristio, marcava a chegada da última etapa do trajeto.
Pense bem, todo mundo que vai do centrto para a Uneb tem que dar pelo menos uma parada no “Pinto de Aguiar”.
Sei não. Alguém “a guiar” um ônibus cairia bem naquela hora, pois a fadiga começava a vencer a lombra e as piadas já não tinham mais graça.
A ponto de relembrarmos pegadinhas do Silvio Santos. “Mas a da caveira no cemitério era a melhor mesmo”.
Me despedi da galera na esquina do Ponta de Rua e acho que nunca tinha visto o quanto a rua do ACRA era imensa. A fronteira entre minha laríca e um X Frango Burguer sendo cruzada a passos tortos e cambaleantes.Eramos só eu e Lady caminhando naquela rua vazia. Como nos meus primeiros textos, nossa rua. Nossa alegria de fim de doideira preenchia aquele vão entre uma calçada e outra e os risos ecoavam nas paredes.


Let´s rock baby!


Chegamos em casa sóbrios e cansados.